sábado, 16 de junho de 2012

Abaixa o IPI que resolve




O governo impõem taxas altas em produtos importados dizendo que é para  proteger a indústria brasileira. Mas quais indústrias? Todos sabemos que todas fabricantes de veículos vendidos em nosso país, são estrangeiras. Não há nenhuma montadora genuinamente brasileira hoje. São todas fabricantes estrangeiras que cresceram, e se desenvolveram para exportar seus produtos.

E os veículos importados, porque não são fabricados aqui também?
Esses veículos importados são chamados de popular em países desenvolvidos. Alguém já viu um gol, palio, uno, ou qualquer dessas outras porcarias em algum filme europeu? Quando as montadoras estrangeiras decidem fabricar algum novo modelo de carro no Brasil, exige investimento na fábrica, e uma série de modificações no carro. Endurecem a suspensão para aguentar nossas vias esburacadas, tiram itens de série, que aqui viram opcionais. Fazem de tudo para embaratecer o carro, que no braço final aqui, um carro básico é mais caro que o mesmo modelo completo na Europa. Qual é essa mágica?

Nosso país não tem tecnologia para fabricar carros modernos? O governo incentiva montadoras estrangeiras a construir suas fábricas aqui, mas incentiva algum empresário a construir uma montadora brasileira?
O que nos resta é comprar carros usados antigos, que nos EUA são considerados ferro velho. Aqui o carro é revendido até não ter mais condições mecânicas de andar, mesmo assim, como "nos não desistimos nunca" uma gambiarra nunca é de mais para ressuscitar nosso ferro velho.

Com as montadoras vendendo mais,
Agora o país anda!



sexta-feira, 15 de junho de 2012

10 anos de atraso

  No final dos anos 70, o GEIPOT, órgão de planejamento do Ministério dos Transportes, foi incumbido de desenvolver um projeto para a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que equacionasse o estrangulamento da capacidade de transporte de cargas ferroviárias que ocorria na região, eliminasse as “passagens de nível” no meio urbano, cortado pela via férrea, e melhorasse o transporte ferroviário de passageiros.

As estações foram incorporadas ao sistema nas seguinte datas:

  • Eldorado a Lagoinha – agosto/1986
  • Central - abril/1987
  • Santa Efigênia - abril/1992
  • Santa Tereza - dezembro/1993
  • Horto Florestal - dezembro/1992
  • Santa Inês - dezembro/1994
  • José Cândido da Silveira – abril/1997
  • Minas Shopping - abril/1997
  • Vila Oeste – julho/1999
  • São Gabriel - janeiro/200
  • Primeiro de Maio - Operação Parcial - abril/2002
  • Waldomiro Lobo - Operação Parcial - julho/2002
  • Floramar - Operação Parcial - julho/2002
  • Vilarinho - Operação Parcial - setembro/2002

  O sistema começou a operar comercialmente em Agosto de 1986, com base em um projeto que previa a implantação de uma rede de transporte sobre trilhos de 37km, dividos em dois ramais, Eldorado-São Gabriel e Barreiro-Calafate. Inicialmente, apenas o trecho Eldorado-Lagoinha foi implantado. Mais tarde, mais trechos foram entregues, porém fora do cronograma previsto. Somente em 2002, as atuais 19 estações do sistema foram entregues e apenas em 2005 que o Metrô de Belo Horizonte passou a operar em atividade plena. O ramal Barreiro-Calafate chegou a ser iniciado em 1998, mas nunca foi concluído.


  Agora em 2012 com Belo Horizonte sem uma das sedes da Copa do Mundo FIFA, prefeitura e estado lutam com o governo federal para liberar verbas para concluir as obras no trecho da lina 3 Savassi - Lagoinha, e da linha 2 Barreiro - Calafate, que em um novo projeto feito em 2009 devido a Mineirão (estádio que sediará jogos) que se localiza na Pampulha o governo teve interesse em prolongar o projeto da linha 3 Pampulha - Savassi, e da linha 2 Barreiro - Santa Tereza. Que por má vontade política não saíram do papel. 
Mas e a vontade popular? Onde estão o belorizontinos cobrando melhoras no transporte metroviário? Onde estão os trabalhadores que só são lembrados em números pela CBTU que o metro belorizontino transporta 200 mil passageiros diariamente.
  Agora com as obras paradas a 10 anos e a copa do mundo chegando, resolvem tirar o projeto do papel. Mas não ha tempo de concluir as obras até 2014, que daria prioridade a linha 3. Como viram que não daria tempo, estão implantando um novo método de transporte, o BRT. Que a prefeitura garante que irá resolver o problema do trânsito nas principais avenidas da capital, seguindo o modelo de Curitiba, que teve as linhas de BRT implantado na década de 70. A imprensa mostra os ônibus bonitinhos em funcionamento, mas não mostra como é nas horas de pico as estações que ficam lotadas em Curitiba. A prefeitura faz uma falsa propaganda que os BRTs terão conforto e comodidade e rapidez, e parece que a população está engolindo isso tranquilamente.
Em 2013 na Copa das Confederações, que acontece antes da Copa do Mundo, já teremos turistas estrangeiros na capital. Com a quantidade de taxi insuficiente para todos, os gringos vão experimentar o verdadeiro transporte brasileiro que é composto em grande parte de ônibus. Vamos ver a nota que vão dar para nossa mobilidade, já que na América do Norte e Europa eles estão acostumados apenas com transporte aéreo, metroviário, e de trens.